• Joana Martins

A polémica das casas de banho

Numa altura em que tanto se discute sobre as casas de banho das escolas portuguesas, achamos que deveríamos tentar esclarecer os pais que nos seguem sobre as alterações que de facto vão acontecer (Despacho nº 7247/2019 aqui)

Os problemas de identidade de género não são frequentes. Na Europa, atingem 1 em cada 30000 homens adultos e 1 em cada 100000 mulheres adultas. Sabemos que em crianças, é 2 a 4,5 vezes

mais frequente nas crianças que nascem meninos. Mas sabemos muito pouco sobre a base neurobiológica da questão.

Com isto queremos dizer que sim, estamos a falar de uma minoria. E é para essa minoria, em processo de transição de género, que a lei se destina.

A lei protege esta minoria nas seguintes situações:

1 - Garante a possibilidade de escolha de um nome que não coincida com o nome que consta no documento de identificação. Simples: em vez de estar uma linha branca na pauta das notas de química, está um nome. Incomoda alguém? Parece-nos que não.

2 – Garante que, em caso de utilização de uniforme escolar, a pessoa transgénero em questão, possa escolher o seu uniforme. Incomoda alguém? Parece-nos que não.

3 – Garante que, no caso de utilização das casas de banho ou balneários, os adolescentes transgénero possam utilizar o que queiram. Não. Não estamos a falar do forrobodó de termos miúdas e miúdos misturados nos balneários. Não sejam ingénuos. Estamos só a proteger um grupo de adolescentes que precisa de entrar na casa de banho de acordo com o género ao qual sentem que pertencem de forma consistente e para os quais é uma violência serem obrigados a fazê-lo de outra forma.

Por isso, muito nos espanta a maldadezinha das 28000 pessoas que correram a assinar uma petição contra a lei (mais do que provavelmente toda a população transgénero em Portugal) e ainda mais nos espanta o aproveitamento político que tem sido feito do assunto.

Nós, na Zenped, achamos que é um não-assunto!




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